Um pedido bem documentado tem probabilidade muito maior de ser aprovado já na primeira perícia. Veja quais documentos o INSS valoriza e como organizar seu dossiê médico da forma correta.
Documentos Pessoais e Previdenciários
Para o requerimento, você precisará de: documento de identidade com foto (RG ou CNH), CPF, Carteira de Trabalho (física ou digital), comprovante de residência atualizado e, se empregado, atestado de afastamento assinado pelo médico. Caso seja contribuinte individual ou autônomo, tenha em mãos os comprovantes de recolhimento do INSS dos últimos meses.
Documentos Médicos — O Núcleo do Seu Pedido
Esta é a parte mais crítica. Reúna: laudo médico detalhado do especialista responsável pelo seu tratamento (com CID, descrição da doença, limitações funcionais e prognóstico), resultados de exames complementares que embasem o diagnóstico (imagens, laboratoriais, eletrocardiogramas, etc.), relatório de internações hospitalares se houver, relatório de fisioterapia ou reabilitação em andamento e receitas médicas recentes com os medicamentos prescritos.
Um laudo que lista apenas o diagnóstico (CID) raramente é suficiente. O médico precisa descrever quais atividades laborais o paciente não consegue realizar e por quanto tempo estima-se que a incapacidade persista.
Como Organizar o Dossiê
Organize os documentos em ordem cronológica, do mais recente para o mais antigo. Coloque os laudos de especialistas no início — eles têm maior peso do que atestados de clínicos gerais. Se possível, solicite ao seu médico que elabore um relatório específico para a perícia do INSS, descrevendo objetivamente sua incapacidade para o trabalho habitual. Documentos ilegíveis ou incompletos são frequentemente o motivo de negativas evitáveis.
Documentos para Recurso Após Negativa
Se o benefício foi negado, além dos documentos acima, considere obter: segunda opinião de outro especialista, exames mais recentes que evidenciem a progressão ou persistência da doença, declaração do empregador sobre as atividades físicas e cognitivas que o cargo exige, e laudo pericial particular elaborado por médico especialista em medicina do trabalho ou previdenciária. Este último pode ser especialmente convincente em recursos e processos judiciais.
